Oscar 2022: um tapa que escondeu uma fraca premiação

Oscar 2022:  um tapa que escondeu uma fraca premiação

Oscar! Todos os anos, os fãs de cinema lamentam pelos filmes que nada ganharam, pois estes seriam os “melhores” filmes; outros lamentam pelos ganhadores que, por vezes, são os “piores”. Melhor filme? Qual o pior filme? Claro que há uma visão pessoal nessa escolha, mas o mínimo de conhecimento técnico e a inserção do filme (o melhor? o pior?) na história do cinema é importante para que possamos fundamentar nossa escolha.

“Ah... Esses críticos de cinema... Eles fazem de propósito: quando a gente não gosta do filme, eles falam que gostam só para nos contrariar”. Será? (Só um instante. Já chegaremos à premiação do Oscar).
Para muitos, um filme “bom” e aquele bem agitado, com explosões e muito barulho; superpoderes em super-homens com super-vidas contra super-vilões.
Para outros, “filme bom” é aquele filme que, com calma, apresentam as dores e as angústias das personagens; na tela, pessoas comuns, pessoas sem superpoderes, pessoas cujas escolhas são cotidianas e cheias de humanidades.
Filme agitado ou filme lento? Qual o melhor? Quando o filme é bom, quando o filme é bem pensado e bem dirigido, a agitação do filme ou sua lentidão está integrada à sua realização. O que temos de perceber é o que o filme quer dizer. Devemos notar como o filme diz o que quer dizer. Lento ou agitado: depende do que o filme quer passar para nós, os espectadores.  Filme é imagem e a imagem deve estar em função da proposta do filme. E há excelentes filmes, sejam eles lentos, sejam eles agitados.
Vamos ao Oscar: Os melhores momentos!
O RITMO DO CORAÇÃO A surpresa da noite de 27/03/2022: Um filme  cheio de ternura, emoções familiares, amores incontidos, muito choro fácil, muitas lágrimas ainda mais fáceis. Nos últimos dias,  o nome desse filme vinha ganhando espaço na imprensa: a questão da inclusão de pessoas surdas à sociedade, o jeito emocionante (até demais!) de contar a história; os coadjuvantes bem construídos (o professor de canto e o pai da personagem principal dão show. Aliás, a personagem do pai da protagonista levou o Oscar de melhor ator coadjuvante). Se vocês se lembram de meu último escrito sobre o Oscar, “No ritmo do Coração”,nem de longe fazia parte de meus preferidos. Ao fim do filme, depois de tantas lágrimas que o filme insiste em nos fazer derramar, sobra a certeza de que este ganhador de melhor filme do ano não será lembrado como um clássico. É um bom filme, mas para sessão da tarde. Ganhou Oscar de roteiro adaptado também.
ATAQUE DE CÃES, o filme de que eu gostaria que ganhasse.  Foi reconhecido com o Oscar de melhor direção. Essa categoria premia a melhor interação entre as imagens, o roteiro e as atuações dos atores e das atrizes. Melhor direção significa a realização mais bem acabada com uma  estrutura bem concebida e pensada.
DUNA ganhou 6 estatuetas, todas técnicas (melhor fotografia, melhor edição, melhor direção de arte, dentre outros). Um encanto aos olhos na telona do cinema.
Will Smith ganhou Oscar de melhor ator e deveria ganhar o “Oscar Duas Caras”: após dar um tapa no rosto de Chris Rock. Will Smith fala de amor, de respeito e de amizade entre povos, assim o ato foi lamentável.
Ah... O OSCAR!! Todos os anos com as lamentações. O ano que vem melhorará? Todos os anos eu acredito nisso. Entre tapas e filmes, a arte cinematográfica nem sempre ganha.
Carlos Alberto Xavier
Gosto de ver filmes e pensá-los integrados à sociedade em que vivemos. Nas telas, dá para ver os humanos sendo humanos, pois são humanos.

07/03/2022

“And Oscar goes to...”: preferências, torcidas e a eterna alegria do cinema e de seus filmes

Dia 27 de Março de 2022, acontece a 94ª Edição do Oscar. A premiação mais midiática do cinema mundial.  Num exercício de futurologia, farei as minhas previsões.
“Belfast”: Um filme lindo sobre a vida cotidiana na cidade de Belfast, Reino Unido na década de 1960. A maioria do filme é rodado numa linda fotografia em preto e branco. Não é um dos mais cotados para o grande prêmio, mas pode ser a grande surpresa.
“Não olhe para cima”: um filme divertidíssimo sobre o negacionismo e o poder das mídias sociais no aprofundamento deste movimento. Animado, bem feito. Deve ser visto e discutido Não ganhará o Oscar. Disponível na NETFLIX.

“Duna”: uma história sobre o processo de formação de um rei em seu reinado. O eleito deve se preparar para governar. Filmes de ficção científica não têm muito crédito entre os votantes do Oscar.
“Licorice pizza”: Este é aquele filme que vai lhe conquistando aos poucos. O encontro entre uma mulher e um rapaz 10 anos mais novo. Onde começa o amor? Ou melhor, O que é o amor? Um filme encantador com uma atriz fantástica. Mas para o grande prêmio do Oscar é sensível e encantador demais.
“Ataque dos cães”: o grande favorito! Já falei sobre esse filme aqui mesmo, há um tempo. Com mais indicações de prêmios. Um filme seríssimo, cheio de detalhes, que merece e deve ser visto mais do que uma vez. Muitos com quem conversei acharam o filme “devagar demais”. Sim! Devagar, lento e muito, muito intenso! Confesso ser este o meu preferido ao Oscar de melhor filme!  Vai ganhar? Estou torcendo!
“No ritmo do coração”: um filme cheio de boas intenções. Mas somente boas intenções não fazem um grande filme. Ao fim do filme, depois das lágrimas de emoção, você percebe que não é um grande filme. Disponível no Amazon Prime.
“Drive my car”: Um filme japonês de um grande diretor. O diretor Ryusuke Hamaguchi, mais “querido do momento”. Não vi o filme. Ainda não passou nos cinemas por aqui. Dizem que é o melhor desse diretor. E os filmes anteriores são excepcionais. Mas é um filme em língua não inglesa. Acho difícil ganhar o prêmio de melhor filme, mas o prêmio de melhor filme estrangeiro é dado como certo.
“King Richard: criando campeãs”: Momento polêmica entre leitores e este escritor de crítica. Filmes com Will Smith: superação, superação, choro, choro, lágrimas, lágrimas e mais lágrimas... Filme? Tem filme? Eu sei que os filmes com Will Smith têm muitos fãs, não sou um deles.
“O beco do pesadelo”: Um roteiro fantástico, uma linda fotografia, neste filme que recria o clima dos filmes “noir” das décadas de 1940 e 1950. Vai ganhar alguns prêmios técnicos (estes serão disputados palmo a palmo com “Duna”), mas melhor filme? Certamente, não.
“Amor, sublime amor”: Quando Steven Spielberg resolve fazer um filme: o povo que gosta de cinema se anima. Quando o diretor resolver refilmar o grande (o maior?) musical de Hollywood, os espectadores se emocionam. Acho difícil ganhar o prêmio de melhor filme, mas entre muitos críticos é o franco favorito. Eu não me encaixo nessa multidão. Um super filme, bem filmado, lindas coreografias, mas tudo muito certinho e muito esquemático. Eu ainda prefiro a primeira versão desse filme.
A festa só ocorrerá em 27 de março. Até lá, muitos dos filmes estarão disponíveis em plataformas digitais, vocês verão os filmes, eu irei rever muitos dos filmes. Minha opinião poderá mudar também. Na arte, nada é eterno. Algumas obras nascem e renascem, outras são esquecidas para depois serem reconhecidas. E nem nós seremos amanhã o que fomos ontem. E os nossos dias de hoje são para sempre e estarmos aprendendo.
Ainda temos muito a falar sobre o Oscar.
Carlos Alberto Xavier
Gosto de filmes. Gosto de Arte. A arte imita a vida ou é reflexo dela? 

05-02-2022 

Batman: motivo de tranquilidade ou de insegurança

E se você, caro leitor, cara leitora, descobrisse que seu vizinho sai à noite VESTIDO DE MORCEGO para procurar pessoas que cometem delitos? Você ficaria tranquilo? Você se sentiria segura? Vamos olhar um pouco mais atentamente para este esquisitão: vestido de morcego, com um cuecão à mostra, uma capa preta, milionário, cheio de traumas infantis não resolvidos, não consegue manter um relacionamento estável com ninguém, solitário... Pergunto novamente: você ficaria em paz tendo um vizinho como esse?
Gotham City, a cidade na qual Batman vive, tem essa figura como herói.

Batman:  Criado pelo desenhista Bob Kane e pelo escritor Bill Finger, surgiu pela primeira vez numa revista Detective Comics número 27 em maio de 1939, nos Estados Unidos. Milionário, o jovem Bruce Wayne, vê seus pais serem assassinados diante de seus olhos. Não precisando trabalhar diariamente, usa a fortuna de sua herança para exercitar seus músculos, treinar sua mente, buscar informações e os recursos mais avançados do mundo todo para um único fim: combater o crime em sua cidade. Para tanto, se isola do contato com pessoas e vive solitário, em sua mansão imensa e vazia na companhia de seu mordomo Alfred.
Como vemos, Bruce Wayne não tem nenhum super poder. Ele é muito rico; ele é milionário, ele é bilionário! Mas ser bilionário não deixa de ser um super poder, visto que as autoridades e mesmo os mais pobres adoram adular os mais ricos. Talvez por isso, ele tem trânsito fácil na chefatura de polícia com o comissário Jim Gordon, com o prefeito e com a imprensa. Batman, essa entidade mascarada criada por Bruce Wayne, já nasce com as benesses e com segurança de boa ventura das altas cúpulas da classe rica da cidade de Gotham City. Com esse suporte, agradar o povão é tranquilo.
Batman, esse homem morcego que combate o crime, tinha tudo para dar certo! E caiu nas graças do lado da ficção: da população de Gotham City e, b) do lado da nossa realidade, dos leitores suas histórias em quadrinhos e, posteriormente, dos espectadores de seus filmes.
Filmes e seriados nas décadas de 40 e 50 do século passado. Na década de 60, com a popularização da TV, Batman ficou famoso com o seriado, hoje, “Cult”. Adam West deu um ar cômico às aventuras de Batman. Ainda são icônicos os BAM, PUNG, e CRASHS que surgiam na tela da TV quando Batman dava socos nos seus vilões tão estimados. E Robin e suas exclamações sempre entusiasmadas.
Batman, de maneira discreta, nunca saiu da mídia. Até que, em 1986, Frank Miller, o gênio das histórias quadrinhos, resolveu dar um ar dramático à personagem e lançou a história em quadrinho O CAVALEIRO DAS TREVAS e para complementar veio A PIADA MORTAL, 1988, dando “humanidade” ao vilão CORINGA. Pronto! Foi lançada a semente para os filmes sérios de Batman.
Tim Burton, o diretor de BATMAN, em 1989, e BATMAN RETURNS, em 1990, estruturou a imagem de BATMAN. Longe daquela imagem descontraída e divertida da década de 60, Bruce Wayne agora expressava toda a angústia de seus traumas na construção de seu alter-ego,  soturno e noturno, o Batman.
Reinícios (ou reboots) universos paralelos, multiversos, spin-off, a iconografia de Batman continua a nos impressionar. Depois da Trilogia do CAVALEIRO DAS TREVAS do diretor de cinema Christopher Nolan (2005-2012), que deixou os personagens Bruce Wayne e seu Batman ainda mais depressivos e solitários, aguardamos  o novo Batman do diretor Matt Reeves com o (eterno) ator da série Crepúsculo, Robert Pattinson.
Batman permanece por aí.
Mas a pergunta lá de cima continua: olhe para seu vizinho agora. E veja se ele está vestido de morcego, com uma capa e um cuecão aparente. Será que você continuará a dormir em paz, todas as noites, tendo um vizinho como esse?
Carlos Alberto Xavier
Assistir a filmes e gostar de cinema nos ajuda a viver melhor e a melhor entender o ser humano. Assistam a filmes e conversem sobre filmes: as visões de um filme nunca são as mesmas e muito especial para daquele que nos impressionam.

Em defesa do cinema brasileiro e um pouco de história 

As pornochanchadas famosas na década de setenta durante a ditadura militar. Talvez tenha sido daí a “má fama” do cinema nacional. A pornochanchada, uma atualização das Chanchadas dos anos 50, do século XX, misturaram: da chanchada antiga: o humor e a leveza dos assuntos; um pouco de situações picantes e a exposição de algumas partes do corpo feminino num clima erótico. Essa junção de humor ingênuo e erotismo cheio de pudores, em produções baratas era um enorme sucesso.
“O som do cinema nacional é ruim” era o que diziam. Diziam porque viam os filmes. E como viam! Eram sucesso de público. Foi um período de glória do cinema nacional: a bilheteria arrecadada financiava os filmes vindouros.

A economia cinematográfica girava bem até o filme Coisas Eróticas estrear nos cinemas e foi o primeiro filme nacional nas telas de cinema, com sexo explícito. Um sucesso. Mas um sucesso que anunciava a derrocada do cinema nacional. 
Com o advento do videocassete (lembram da fita de VHS?) e a propagação das fitas cada vez mais baratas de sexo explícito, pelo mercado paralelo, para que ir ao cinema? No videocassete, a população poderia ver explicitamente, em casa, o que o cinema mostrava. Tais filmes eram produções estadunidenses de baixíssima qualidade (em todos os sentidos). Mas quem é que assiste a esses filmes e se preocupa com a “história contada?” As salas dos cinema começaram a fechar. Com o fim da Embrafilme, produtora e distribuidora de filmes nacionais, na década de 90, no governo Collor, o cinema brasileiro, de qualidade, sumiu! 
O filme Carlota Joaquina, de 1995, foi um marco na recente história do cinema nacional. Depois de quase uma década sem produções de filmes brasileiros, ele chegou ao cinema. Um filme que tratava de maneira irônica a época do Rei no Brasil: de 1808 a 1821. Ufa! O cinema nacional ressuscitava! Ainda que de maneira precária, mas com qualidade muito bem efetuada. Esse filme fez os brasileiros se verem novamente nas telas e nas platéias do cinema. 
De Carlota Joaquina, até hoje, 2021, inúmeros e excelentes filmes passaram no cinema. Alguns nomes: “Central do Brasil”, “Cinema, Aspirinas e Urubus”, “A vida invisível de Euridice Gusmão”, “Cidade de Deus”, “Tropa de elite”, “Que horas ela volta?”, “Carandiru”. “Bacurau”, “Homem onça”, “Estou me guardando para quando o carnaval chegar” até os sucessos  sequenciais do então ator Paulo Gustavo em “Minha Mãe é uma peça”. 
Há filmes ruins nacionais? Claro que há. Mas o cinema brasileiro é maior. E tais filmes ruins, em seus contextos de lançamentos e produção também nos dizem algo sobre nossa história. 
 Falar de cinema é falar da História do Brasil. Por isso a importância do cinema nacional para o Brasil e o mundo. Cada filme brasileiro mostra um pouco de nossos rostos, nossas vidas, anseios, e jeito de ser e pensar. Na tela, nossas histórias e a história do Brasil.
Ver filmes nacionais é querer entender esse Brasil tão complexo. 
Alguns sites gratuitos de filmes brasileiros são muitos bons: 
https://embaubafilmes.com.br/https://www.itaucultural
play.com.br/ 
https://www.spcineplay.com.br/ 
Carlos Alberto Xavier 
Adoro cinema. Adoro cinema nacional. Adoro cinema nacional de qualidade!

 

A volta ao Cinema e os novos hábitos

A pandemia continua. Máscaras, álcool em gel e cuidados fazem parte de nossas vidas.
Horário: 18h5min do dia 20/05/2021. Cinema Reserva Cultural, na Avenida Paulista. Na bilheteria, não há fila. Cartão de débito na mão: R$ 22,50 (meia entrada-estudante). Verifico que os protocolos de segurança são rigorosos. Álcool em gel lambuzando minhas mãos.

A sessão do filme MEU PAI começa às 18hh40min.
Escolho um lugar no meio da sala. Nem muito perto, nem muito longe da tela.
Ingresso na mão. Ainda dá tempo para um capuccino e um daqueles deliciosos bolinhos, as “madeleines”, da cafeteria.
Na mesinha, olho ao redor da sala de espera: exatamente 1 ano e dois meses desde a última vez que lá fui. A livraria fechou. O restaurante continua funcionando. As coisas mudaram por lá. Mas ainda é CINEMA. CINEMA de rua. Não é CINEMA dentro de um shopping. CINEMA que estou acostumado e CINEMA ao qual eu gosto de ir.  Novamente meu tubinho de álcool em gel é usado.
Hoje, sem pipoca: meu retorno à sala de cinema não foi perturbado por quaisquer distrações. Quero curtir cada momento da exibição do filme. Quero ver até os trailers antes do filme. Tudo importa nesta sessão.
Ingresso na mão. Sala 2. Dou-o ao bilheteiro. “Boa noite” e nos cumprimentamos. Ele rasga o bilhete. Devolve-o para mim. Guardo-o com cuidado. É como se fosse a minha primeira vez.
Sento exatamente na poltrona indicada. Ninguém na minha fileira, nem nas fileiras acima nem na fileira abaixo. Um casal conversa animado numa das fileiras atrás de mim. Uma senhora numa fileira bem lá na frente.
Com calma, na cadeira, aguardo o início da sessão e  molho novamente minhas mãos com álcool em gel.
Na tela, instruções sobre a Brigada de Incêndio. As saídas de emergências continuam no mesmo lugar.
Os trailers! Nunca imaginei que ficaria tão feliz por ver trailers de filmes dentro de uma sala de cinema!
“O seu filme já vai começar”, ouço no alto-falante: E o filme se inicia...
O escuro, a tela grande, o som, a imagem: o cinema! Nenhuma TV se compara a isso.
Não fiquem achando que sou um saudosista; um daqueles que vivem falando: “Ah! Na minha época era melhor”: Cinema é cinema; TV é TV. São meios distintos de expressão:
No cinema: somos levados ao interior do filme, experimentamos as dores e as emoções dos personagens; tudo fica mais “visto e notável” dado o tamanho da tela e a imersão que vivenciamos na sala escura, nós temos de ir ao cinema o que por vezes é uma dificuldade.
Na Televisão: somos envolvidos pela história que nos conta, a imersão do filme é limitada dado o ambiente propício à dispersão, nada se compara à facilidade de acesso aos filmes nas plataformas de streaming.
No cinema, se puderem, ou na televisão, ver filmes é um ato de autoconhecimento visto que nos deparamos com personagens/seres humanos em situações limites que nos fazem pensar: “e se fosse eu que estivesse nessa situação, eu faria o mesmo que o personagem fez? Ver filme é um ato de humanidade, pois conhecemos mais sobre o humano no mundo, por isso a importância de nós assistirmos a filmes feitos em países diferentes, com costumes diferentes, línguas diferentes.
Somos todos humanos. E por sermos todos humanos, devemos nos unir para vivenciarmos a nossa profunda humanidade conjunta. Afinal, a dor ou a injustiça do outro, na tela, pode ser a nossa dor vivida ou a nossa injustiça sofrida, aqui no mundo real.
Seres humanos do mundo, uni-vos por um mundo melhor! E um bom começo é: usar máscaras, não deixar de usar álcool em gel e, se possível, mantenha o distanciamento físico. Vamos acabar com essa pandemia o quanto antes e para vivermos, só que de forma melhor, as nossas vidas. Muito aprendemos com essa pandemia: não cometeremos os mesmos erros! E o cinema nos ajuda a sermos humanos melhores.
Carlos Alberto Xavier

Foto: M.K.